CABO GLAUCIA PAIVA VIRGINIO - NATAL
STPM JOTA MARIA - MOSSORÓ-RN, 14 DE JUNHO DE 2020
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sexta-feira, 2 de abril de 2021
domingo, 14 de junho de 2020
GLAUCIA PAIVA VIRGINIO
GLAUCIA PAIVA VIRGINIO, natural de Natal-RN, nascida no dia 27 de
fevereiro de 1983. Cabo da gloriosa e amada Polícia Militar do Estado Rio
Grande do Norte, desde 2004 Formada em História (UFRN) e em Direito (UERN) e
pós graduada em Direito Público. Foi candidata ao cargo de Deputada Federal no Rio Grande do Norte pelo
SOLIDARIEDADE, Cabo Glaucia obteve 6.144 votos totalizados (0,38% dos votos
válidos) mas não foi eleita nas Eleições de 7 de outubro de 2018.
Atualmente Cabo Glaucia é repórter da Assessoria de Comunicação da
Polícia Militar
FONTE - INTERNET - FOTO FACEBOOK DA CABO GLAUCIA
UM PRESENTE EXEMPLAR UM FUTURO PROMISSOR
1 INTRODUÇÃO
Se nas polícias sem
tradição militar o destaque fora da progressão hierárquica para as minorias é
difícil de acontecer, numa polícia militarizada essa situação é potencializada.
Enfrentando todo
tipo de dificuldade do cargo que ocupa, uma policial feminina é geralmente
discriminada, colocada em posições que sem grandes chances de liderança ou
ascensão, e comumente rotulada como fraca. Muitas vezes elas chegam a se
masculinizar fisicamente para obter respeito numa área de atuação que ainda é
dominada pelo sexo masculino.
Contra todas essas
dificuldades, a mulher vem mostrando sua persistência e dignificando seu
trabalho aos poucos mudando o contexto de segurança pública.
O tema “Mulheres e Segurança
Pública” tem se mantido em evidência e foi destaque no 6º
Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Com esse artigo, essa série
iniciada em “As
Verdadeiras Guardiãs Mundiais” e “Maria Alice Nascimento”,
prossegue com uma abordagem da vida pública da jornalista Glaucia Paiva Virginio,
Policial Militar, licenciada em História e estudante de Direito, ocupando a
função de jornalista da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar do Estado
do Rio Grande do Norte.
2 UM PEDIDO DE FAMÍLIA
Com vários editais
de concursos sendo abertos em 2004, a historiadora Glaucia Paiva se viu diante
do dilema de escolher qual seria o que mais se adequaria às suas necessidades.
E ela pensava simplesmente em suas necessidades porque não se considerava
vocacionada para nenhuma atividade que divergisse de sua formação profissional.
Esse sentimento a
levou a prestar diversos concursos, mas o da Polícia Militar, ela fez
a pedido de seu irmão, que é também policial militar, endossado pela mãe. E foi
aprovada! Tanto na PM quanto em vários outros, inclusive o da Caixa Econômica
Federal, mas foi a PM que primeiro a convocou.
Sobre sua vocação,
a própria Soldado Glaucia declara: “Não
digo que na época fiz por vocação, mas hoje não me vejo fazendo outra coisa
senão servindo à segurança pública”.
O Curso de Formação
Policial deu a ela a paixão pelo serviço policial, de tal forma que, com apenas
três meses de ingresso na corporação, ela foi convocada pela Caixa Econômica
Federal, mas não quis mais sair da PM.
Era a paixão pela
polícia determinando a vida daquela jovem.
3 DIFICULDADES FEMININAS
Empregar mulheres
em missões policiais no Brasil surgiu na década de 50. E foi uma mulher, Hilda
Macedo, assistente da cadeira de Criminologia da Escola de Polícia, que
apresentou no 1º Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Criminologia, em
1953, sua tese da necessidade de criação de uma polícia com mulheres.
Hilda defendia que
as mulheres eram tão competentes quanto os homens para realizar o trabalho de
policial. E foi ela quem se tornou a primeira Policial Feminina do país.
Soldado Glaucia e
mais 70 outras mulheres, ingressaram na PM/RN naquele ano de 2004. Daquele ano
para os dias atuais, o efetivo feminino foi ampliado para pouco mais de 200
policiais, em um universo de 10 mil policiais militares masculinos no Estado
Potiguar.
A expressão
“minoria” é adequada até demais para se referir ao universo feminino da Polícia
Militar no Brasil, e no Rio Grande do Norte, traduzindo em valores relativos,
não poderia ser de outra forma.
Há pouco mais de 2%
de policiais femininas para todo o Estado. Deste número, é importante ressaltar
que 85% está lotado em Natal, onde, apenas de 9% a 10% do trabalha no
policiamento ostensivamente.
Os oito anos de
carreira, no entanto, apresentaram muita coisa para os olhos fortes, embora
sensíveis, da policial. Fatos que fizeram não somente ela, como também outras
colegas a perderem o estímulo em continuar a prosseguir na carreira.
As coisas comuns a
todas as corporações, quando direcionadas a minorias discriminadas, adquirem
proporções inconcebíveis. No âmbito da capacidade humana, tanto homens como
mulheres são perfeitamente capazes de trabalharem juntos, mas infelizmente, o
homem no serviço policial, via de regra, se vê enciumado ao notar o destaque de
uma mulher.
Assim, a falta de
reconhecimento pelos trabalhos feitos além daquilo que é solicitado, a carga
horária de trabalho extenuante e excessiva imposta, além da manutenção e
aplicação de legislações arcaicas, demovem muitos de continuar no serviço
policial.
4 SUPERANDO OBSTÁCULOS
Mesmo com toda essa
desmotivação, a Sd Glaucia mantém uma satisfação íntima em atender uma
ocorrência, em ajudar uma pessoa a recuperar um bem, em deter um criminoso. Um
exemplo que ela dá com sua atuação é o comentário: “Um simples agradecimento de
uma pessoa satisfeita me faz continuar na polícia”.
Segundo ela, a
participação da mulher na Polícia Militar, ainda possui muitos entraves. Em
cada unidade pela qual passou, sempre notou que não havia estrutura para
atender as policiais femininas, ou seja, em muitas Unidades não ha nem um
alojamento para trocar de roupa ou até mesmo banheiro feminino.
O militarismo é
cruel com seu sistema de subordinação. Ele trava progressos e mantém no poder
policiais com visões estereotipadas fundadas lá no passado preconceituoso. Por
isso, as mulheres na Polícia Militar do RN só possuem um espaço digno, a
Companhia de Polícia Feminina. Mas em um universo masculino e militarizado,
onde a minoria feminina só está inserida há apenas 25 anos, sempre haverá
resistência em receber mulheres, embora elas sejam persistentes!
Glaucia não podia
ficar inerte e dentro de sua esfera de atuação ela iniciou uma atividade de
destaque, a criação de um blog em 2010, o Soldado
Glaucia, cuja premissa seria expor pensamentos e conscientizar policiais
quanto aos seus direitos.
Na época de sua
criação, o blog enfrentou a preocupação do esposo dela que acreditava poder
trazer problemas para ela. E novamente, a guerreira potiguar continuou em sua
empreitada, pois acreditava que daquela forma ela poderia contribuir mais para
a Segurança Pública. Ela, inclusive tem um jargão próprio sobre essa sua
atividade: ”Quem melhor para falar da PM, se não o próprio PM”.
Com uma visita
diária de pouco mais de 2 mil acessos, a Sd. Glaucia Paiva conquistou uma
vitória num campo de batalha que ninguém imaginava que ela fosse lutar. Essa
vitória a levou para o Portal BO, uma página da internet dedicada
exclusivamente a divulgação de notícias policias, onde mantém a coluna “Por
Dentro da PM”.
5 CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO
O serviço policial
não é fácil. Não adianta se deslumbrar por salários e status (aquelas polícias
que ainda têm), pois é como se perder na escuridão. O candidato ao cargo
policial precisa ter em mente algumas verdades muito enraizadas no solo fértil
da sociedade brasileira.
Glaucia Paiva
conquistou em seus atuais oito anos, alguns poucos elogios pela atividade
policial que desenvolveu enquanto esteve lotada na Companhia de Polícia
Feminina (CPFEM), onde atuava no policiamento ostensivo nas Zonas Sul, Leste e
Norte de Natal. Contudo, antes disso ela trabalhou em Mossoró, no 2º BPM e no
Pelotão Ambiental de Mossoró.
Mas foi sua
inteligência e esforço próprio que a levou para a força da internet através de
seu blog, do Portal BO e do Twitter. No portal BO ela fala com mais amplitude e
de maneira mais crítica e voltada mais para a sociedade, sobre o que acontece
na PM e em seus bastidores, direcionando seu texto para o público não policial
também.
Glaucia se adaptou
às condições de trabalho oferecidas e buscou oportunidades. Hoje, ela trabalha
na Assessoria de Comunicação da Polícia Militar, na manutenção do site da
Polícia Militar. Outra vez, uma mulher mostra a capacidade que elas possuem de
se adaptarem ao árido ambiente de trabalho que o universo masculino cria para
elas.
6 ALGO DIVINO
Segundo Glaucia,
apesar das dificuldades enfrentadas pelos policiais, tanto masculinos quanto
femininos, ela mantém seu conselho de que as pessoas ingressem na PM. Ela
destacou em todos os mementos durante a entrevista para esse artigo, que a
motivação nunca deve ser o salário e sim a vocação.
Ela observa que há
uma migração para os concursos da segurança pública, onde muitos procuram a
remuneração e a estabilidade. Sem deixar de considerar esses fatores como
importantes, ela afirma que:
“Se não tivermos um
policial realmente dedicado e comprometido, todos perdem, a Polícia Militar,
que receberá intensas críticas negativas da sociedade sobre os serviços
prestados, e a Sociedade, que deixará de ter garantido seu direito
constitucional à segurança.”
A Sd. Glaucia
Paiva, como todo policial que também possuem uma boa desenvoltura para o
jornalismo, não se furta a emitir sua opinião e numa de suas falas ela
argumenta que: “No
dia em que um policial perder a capacidade de se indignar com a prática de um
crime, ele deve sair da PM. Eu não perdi essa capacidade”.
É nesse rubor de
força de vontade disfarçado na pele morena da policial perspicaz, mas também
esposa dedicada, boa filha e irmã, que ela encerra suas declarações para todas
as mulheres que desejam entrar na carreira policial:
“Proteger aos
outros, seus bens e fazê-los sentirem-se seguros, é nosso trabalho mesmo diante
de tantas dificuldades, da Instituição no geral, ou seja, falta de efetivo,
equipamento escasso etc. Vejo isso em nossa missão como algo divino.”
7 MULHER E SEGURANÇA PÚBLICA
Mulher e Segurança
Pública não são assuntos divergentes, pelo contrário, cada dia se provam mais
intimamente relacionados.
A mulher tem feito
mudanças gerais nos ambientes no qual é inserida. Ela carrega consigo a
sensibilidade para enxergar soluções ou antecipar problemas que a maioria
masculina é incapaz. Além disso, sua presença nas atuações policiais costuma
inibir condutas escandalosas ou até corruptoras e corruptíveis.
É nessa capacidade
moral aliada a inteligência emocional única que fornece a ela as condições
concretas de inovar na área da Segurança Pública.
Aos 29 anos de
idade, a Sd. Glaucia declarou-se lisonjeada em ser convidada para ter seu
destaque descrito nesse artigo. Para ela, manifestar-se sobre o universo
feminino na PMRN é uma responsabilidade, mas em nenhum momento ela fugiu desse
desafio de falar das realidades e dos anseios da Mulher e Segurança Pública sob
o ponto de vista de uma policial militar.
A carreira de
Glaucia ainda está apenas no início e muito essa profissional ainda poderá
contribuir para a segurança pública potiguar, contribuindo inclusive com seu
exemplo.
FONTE –CARTA
POTIGUAR
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- ESTE É O BLOG DE Nº 81 DO PORTAL TERRAS POTIGUARES NEWS, DE RESPONSABILIDADE DO SUBTENENTE DA RESERVA REMUNERADA DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO RIO GRANDE DO NORTE, MOSSOROENSE, NASCIDO EM 06 DE JUNHO DE 1961, INGRESSOU NA PM EM 02 DE JULHO DE 1980 E TRANSFERIDO PARA A RESERVA REMUNERADA EM 11 DE AGOSTO DE 2008. AMO A NOSSA QUERIDA E AMADA POLÍCIA MILITAR